Mo júbà, Àwúre, Mokuiu, Saravá, A bênção!
O NAFROPM/SP é uma associação sem fins lucrativos, que reúne Policiais Militares e Servidores Civis da PM adeptos ou simpatizantes das religiões afro-brasileiras (Candomblé e Umbanda, principalmente), que tem por objetivo:
1. proteger e manter as tradições das religiões afro-brasileiras, em todas as suas vertentes e acepções;
2. defender as religiões afro-brasileiras contra quaisquer tipos de ações de intolerância e discrimação;
3. repudiar práticas que objetivem desmerecer, mediante comentários pejorativos, os Policiais Militares e Servidores Civis da PM adeptos das religiões afro-brasileiras em razão da sua crença;
4. promover a difusão do conhecimento e dos fundamentos das religiões afro-brasileiras em todos os setores da Polícia Militar do Estado de São Paulo;
5. propiciar o acompanhamento religioso dos Policiais Militares e seus familiares;
6. assistir e acompanhar os Policiais Militares dependentes químicos e psíquicos, prestando-lhes o devido auxílio;
7. garantir o direito de exercício das práticas religiosas dos Policiais Militares e Servidores Civis da PM adeptos das religiões afro-brasileiras;
8. empenhar-se contra quaisquer formas de preconceito e intolerância dentro e fora da Polícia Militar do Estado de São Paulo;
9. ser um pólo divulgador das tradições das religiões afro-brasileiras, em consonância com os ditames constitucionais da livre expressão religiosa e do estado laico, através de cursos, palestras, workshops, encontros ou outra forma de divulgação e propagação seja ela escrita, falada ou televisiva.
O NAFROPM/SP é uma associação inspirada no NAFROPM do Estado da Bahia, que nasceu em 2005, por iniciativa de Policiais Militares daquele Estado, que tem tido uma grande participação na Sociedade baiana, e servido de ponte entre as comunidades afro-brasileiras e afro-descendentes e a Polícia Militar, auxiliando de forma intensa o Policiamento Comunitário.
O Professor Doutor Jaime Sodré, da Universidade Federal da Bahia diz o seguinte a respeito do NAFROPM: “o advento do NAFROPM se constitui em uma iniciativa de especial importância, pois materializa uma reparação histórica da ação do aparelho policial. Já para os integrantes da Instituição, adeptos e simpatizantes de religiões afro-brasileiras, possibilitou enormes benefícios pela oportunidade de livre exercício da sua crença e um considerável aliado contra as ações de intolerância religiosa e de combate ao racismo, pois por trás da intolerância religiosa há uma clara manifestação de intolerância ‘racial’”.
O nosso trabalho vem ao encontro das necessidades que as comunidades-terreiro têm apresentado durante seus encontros e locutórios, onde anseiam que a Polícia Militar seja mais próxima e tolerante com esta minoria religiosa, que tem sido invisível e despercebida.
O NAFROPM – PMs de Axé não busca criar uma “Casa de Santo”, nem um “Ilé Axè”, ou um Templo. Buscamos reunir Policiais Militares para que nós nos conheçamos e nos protejamos, pois há uma grande perseguição religiosa dentro da Polícia Militar aos PMs que são umbandistas ou candomblecistas. Temos que mostrar que nós realmente existimos. Não nos importamos se o Policial Militar é de Angola, Ketu, Efan, Efon, Egba, Xambá, Omolokô, Umbanda Esotérica, Umbanda Sagrada, Umbanda Divina, Umbanda Branca ou o que for. Importamos, sim, com o amor que o PM tem pelos Orixás, Voduns, Inkices, guias espirituais, entidades espirituais etc.
Oi irmãos de Fé, sou policial militar, e gostaria de conhecer mais sobre o NAFROPM, pois já tive aluns problemas com meus superiores por eu ser Umbandista, no toquente que sempre que tinha algum evento religioso na minha tenda eu solicitava dispensa para poder ir no evento, e quando dizia sobre o porque necessitava da dispensa os meus comandantes sempre dava um jeito de vetar minhas dispensas…espero que vcs possam me enviar melhores informações, Asé irmãos de Fé…
gostaria de saber como faço para ser associado da nafropm, pois sou militar